Parei de acreditar nas coisas que vejo faz um bom tempo. Deixei de ficar atenta no que escuto, de dar credibilidade para certas palavras. Tenho exercitado o silêncio como forma de me expressar, e acreditem, tem me dado ótimos resultados. Meu mundo lúdico tomou proporções gigantescas. Os poemas ganharam vida. As poesias se divertem dentro de um universo que é todo meu. Cansei! Cansei de dar murro em ponta de faca. Cansei de tentar desabafar para quem me ouve só por caridade, como quem faz um favor. Cansei da realidade. Ela dói, é irônica, prepotente; me faz um carinho pela frente e fala mal de mim por trás. Cansei da incompreensão humana. Cansei dos mimimis, dos leva e traz. Cansei das críticas desnecessárias. Cansei de fazer papel de otária. Que ninguém se iluda com a direção do meu olhar. Cansei de ver o que não me faz bem enxergar. Fiz da dor no peito um sambinha gostoso de se dançar. Fiz das lágrimas um oceano. Fiz do picadeiro onde me colocaram, o MEU palco. Faz...