Vejo morrer as minhas horas... Na pressa do tempo, Nas noites ao relento, Nas manhãs sombrias, E nas tardes frias. Vejo morrer as minhas horas... Com desejo nas mãos, Dor no coração, Um sorriso sem gosto, E com um olhar esperançoso. Vejo morrer as minhas horas... Como quem renasce das cinzas Dia após dia. E apesar dessa morte, Tenho a sorte De ver nessas horas, colírios de poesias. ————————— •☛ Laura Méllo